Religião e Templos da China
A
China possui uma grande diversidade de religiões, mas a maioria da
população é taoísta ou budista. Junto
com o confucionismo, formam as três linhas filosóficas e religiosas
principais na China. Elas convivem pacificamente entre os chineses, às
vezes nos mesmos espaços ou nas mesmas mentes.

O budismo chegou na China há cerca de 2000 anos, vindo da Índia. Tornou-se a mais influente religião a partir do século 4. São mais de 13 mil templos no país e o budismo tibetano é o mais conhecido no mundo.
O islamismo chegou ao país no século 7, com seu auge entre os séculos 13 e 14. Estima-se que existam mais 30 mil mesquitas na China.
O influência católica atingiu a China algumas vezes após o século 7 e o protestantismo chegou no século 19. Existem mais de 4.600 igrejas católicas e mais de 12 mil igrejas protestantes no país.
Os
cristãos são de 3% a 4%, e muçulmanos, 1% a 2%. Oficialmente, a China é
ateísta. Durante as reformas comunistas em meados do século 20, a
prática religiosa foi proibida. Hoje, as religiões são, em geral,
toleradas.
O taoísmo provavelmente tomou forma como religião por volta do segundo século e estima-se que existam mais de 1.500 templos taoístas na China (veja quadro azul nesta página).
As Cavernas de Mogao em Dunhuang, província de Gansu, também conhecidas como as cavernas dos mil budas. Foram esculpidas ao longo de mil anos, desde o século 4, nas encostas da montanha de Mingsha com cinco andares e 1,6 km de comprimento. São conhecidos 492 santuários budistas com estátuas e afrescos. Fazia parte da Rota da Seda e está incluído na lista da Unesco como Patrimônio da Humanidade desde 1987 (foto ChinaCulture.org). Mais informações em inglês►
Os três caminhos filosóficos dos chineses. Um confucionista (esquerda), um budista (centro) e um taoísta (direita) dialogam pacificamente (Chinese Classic Art Publishing House).
Buda Gigante, em Hong Kong. Localizado no monastério Po Lin, ilha de Lantau. É uma estátua de bronze com 34 metros de altura e 268 degraus até a sua base, inaugurada em 1993.
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Templo do Céu, em Beijing (ampliar).

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O confucionismo é um sistema filosófico agnóstico e pragmático, voltado, principalmente, para as relações sociais. Surgiu no século 5 a.C. e influenciou profundamente os habitantes do leste da Ásia. É um dos pilares da educação na China. Há séculos é a principal fonte dos valores sociais, morais, éticos e políticos do país. Os chineses podem professar uma religião e, ao mesmo tempo, seguirem o confucionismo. De fato, na China é mais uma doutrina filosófica social do que uma ideologia. Não se trata de uma religião no sentido estrito do termo. Seu fundador Confúcio (Kung-fu-tzu, 551 a.C. - 479 a.C), um filósofo humanista e educador. Nasceu em Qufu, atualmente na província de Shandong. Seu nome de família era Kong e seu nome pessoal, Qiu, mas ficou conhecido como Kung-fu-tzu ou "Mestre Kong". Confúcio é a versão latina de seu nome. Ele buscava transmitir e renovar conhecimentos dos antepassados, tornando-os conhecidos pelas pessoas comuns e não apenas pelos aristocratas. Muitos de seus textos foram, na verdade, escritos por seus pupilos depois de sua morte. O confucionismo prega cinco virtudes essenciais: o amor entre as pessoas, o cumprimento das regras sociais, a justiça, a sabedoria e sinceridade desinteressadas e o respeito à vontade do Céu ou "tian". Confúcio tinha uma regra de ouro: não faça aos outros o que não deseja que os outros façam com você. |
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